domingo, 19 de setembro de 2010



Todos os vinhos têm de ser bebidos. Alguns uma taça, outros a garrafa inteira. Tu foste um vinho de uma taça que foi bebido como se fosse uma garrafa.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Não deveria de ser assim. Honestamente, nem sei quanto tempo passou desde que ele se foi embora. Podia não ser esse o motivo, e creio que não o é. Lembro-me que era forte, e via tudo cheio de cores. Imaginava-me uma princesa, dentro do meu sonho encantado. Sofri, várias vezes, limpava as lágrimas e sorria. Conseguia fazer um filtro de tudo o que por fim tinha ganho ou perdido. Sempre racionalizei as minhas experiências, por serem a constituição da minha história... e agora passo os dias a tentar racionalizar um vazio. Não sei qual é o meu lugar, não tenho vontades, e sinto-me perdida. Bebo uma garrafa de vinho tinto, deitada no sofá sem dizer uma única palavra, sem parar de pensar um só segundo. Não consigo escrever mais sobre o mesmo assunto, ou qualquer outro assunto. Fiz terapia na Serra de Sintra um dia destes. Custou-me... uma coisa que faria com tanta facilidade. Dúvidei os meus intintos e das minhas capacidades para criar uma única frase. Fi-lo. Tinha que o fazer. Não posso admitir nem a mim e nem a ninguém, que afinal eu dúvido do que posso fazer. Para além de nem ter sequer perguntas a mim mesma. Apenas constato. Constato hoje que preciso e quero sair, mas estou oficialmente a entrar na realidade de estar no meio de uma depressão. Apece-me ignorar e pesquisar sobre assunto. Logo a seguir penso em deitar a minha cabeça na almofada e deixar de pensar uma vez por todas. Não quero lidar com isto. Não quero que alguém tenha que lidar com isto. E não, não quero voltar a ve-lo. Quero que ele seja feliz o mais que puder ser. Quero que ele seja livre e que não volte tão cedo pra mim. Quero deixar esta fase, e ir em frente. Tenho as mãos atadas, e muito pouca vontade, então deixo-me estar apenas. Já disse.

domingo, 12 de setembro de 2010

Vou fazer um quadro dos desejos. Vou escrever algo visivelmente diário para os meus olhos tudo o que preciso de realizar para poder focar-me neste futuro, o meu futuro. Não o vejo, não me preocupo. Tenho de planear, mas nunca fico chateada se me envolver no improviso... o que acontece com grande frequência! Não é focar-me nessa dimensão. É na sensatez de poder criar linhas que definal a minha ambição e um frequênte sonhar que me é necessário. É na beleza de conseguir saborear o presente sem me preocupar, porque estou a caminhar num chão seguro, desenvolvido pela minha força, pelo meu caminhar. Talvez faça primeiro o melhor caminhar, para poder melhorar o caminho. E isso facilitaria qualquer gosto de viver, com a verdade de nos acharmos limitados. Não somos. E todos os dias acordo a saber que não sou, porque sobrevivi.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Um passo em frente, dois atrás.

Não fiz este blog a pensar em ti.
Fiz este blog a pensar em mim, e nas mil e uma coisas que quero e preciso exteriorizar em palavras vulgares.
Mas todas as noites que me preparo para me poder inspirar em algo útil, só me lembro de ti.
Só me lembro de ti quando acordo, e enquanto passam as horas no meu dia. Esforço-me para distrair, e só tu entras e te instalas na minha mente. Por isso nunca tenho nada a dizer, não tenho mais a dizer, e por isso nada digo.

domingo, 8 de agosto de 2010

Declaro que me enguliste.
Entranhas-te na minha alma e no meu corpo com força de vontade.
Fizeste-me viver-te sem definições de um amanhã garantido ou algo parecido.
Fui eu. Pensei que podia controlar e realizar um limite,
mas não fazia a miníma ideia do que realmente estava a viver.
E foi assim. Teve um impacto que me deixou fisicamente debilitada. Não chorei muito.
Fui ao chão. Entrei em pânico, fiquei fisicamente triste. E fiz uma desintoxicação.
Faz hoje, segunda-feira uma semana.
A parte pior já passou.
Agora acabou.
Deixei-te livre e fui livre embora.
Já fiz tudo o que pode, enquanto cruzamos as nossas vidas. Tão efémero como eu penso que seja,
a vida e os amores que vivemos.
Se assim não fosse, seria para sempre. E isso,
não acontece com frequência.

Um dia dou sorte no amor.

domingo, 11 de julho de 2010

Adapto-me.

Adapto-me de novo a um lugar que me é familiar.
A almofada que me aconchega os sonhos, num espaço que é só meu e onde nunca me conheces-te deitada.
Adapto-me ao que já tive que me adaptar e ao que, de alguma forma, se foi adaptando a mim ao longo de anos.

Concluo que não é assim tão pouco importante, porque faz parte do meu dia, faz parte de mim. Assim como todas as memórias que trago dos amores que vivi, aos amores que me entreguei, dos que me fizeram feliz, dos que me fizeram crescer emocionalmente.

E a Vida enche-se. Dia a dia, engulo novidades, pessoas, e momentos.

E vou-me adaptando, assim como me adaptei a ti, e agora adapto-me a viver quase sem ti...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

I miss you... every day.


Sinto saudades, das saudades que sentia, quando passava apenas umas horas sem te ver.
Sinto saudades do que sentia, quando te sentia tão perto.
Sinto saudades das coisas simples, e das coisas complicadas que tinhamos em nós.
E sinto saudades tuas, todos os dias.